Comentários, opiniões, crônicas e pitacos sobre bares, botecos e tudo mais que os cerca. Informações diversas atualizadas constantemente e toda sexta-feira o perfil do estabelecimento da rodada, não deixe de conferir!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Se o nome já é bom...



Com o mesmo nome de uma das maiores canções de samba, escrita por Lúcio Cardim, o ainda recente Matriz & Filial honra e promove a mais brasileira das músicas. Pouco mais de um ano de sua inauguração, o bar já se coloca como um dos bons cenários musicais da cidade, apresentando shows ao vivo de quarta a sábado, entre MPBs, choros, bossas e sambas, logicamente.

E não apenas as apresentações e o nome do estabelecimento remetem à música nacional, mas toda sua decoração também ajuda no clima amistoso do bar. Para começar, fotos e caricaturas de nossos compositores e intérpretes mais renomados (e saudosos) ilustram suas paredes e tetos, em lustres personalizados. Por onde se anda, então, neste lugar, sempre se sente em boa companhia. Mesas e cadeiras em mosaico preto e branco, lembrando de leve o petit pavet de várias cidades do Brasil, completam o ambiente.

Como não poderia deixar de ser, comidas e bebidas ajudam a compor o cenário. De bebidas chopes Heineken, Sol e Xingu, cervejas Kaiser Gold, Heineken Sol Mexicana, Dos Xx e Summer. Mas o charme fica para a rica carta de cachaças anunciada pela casa. Além das tradicionais Ypióca 160 e Nega Fulô, o Matriz & Filial ainda conta com garrafas apontadas como as melhores do país, pelo ranking da revista Playboy, como a mais popular Germana e a Maria Izabel, que vem diretamente de Paraty (RJ).

É só pedir uma dessas e aí acenar ao amigo garçom, pedindo uma Isca de Picanha na Farofa – prato que não pede mais explicações além do nome, muito bem servido, delicioso e não tão caro. Exemplo de custo benefício. Já as cervejas e porções mais “casuais” não são tão boas nesse quesito. Muito gostosas, sim, porém com o preço um pouco acima do desejável (e merecido) pelo cliente.

Já reconhecido como diferenciado, principalmente pelo ambiente e boa música, o Matriz & Filial, no entanto, destaca um perfil que está se tornando comum entre os bares da cidade: a apresentação de uma carta fechada de cervejas (da Ambev ou da Femsa) e os petiscos mais simples (batatas fritas, mandioca e por aí vai) num preço um pouco exagerado, quase padrão nos estabelecimentos da cidade. Em tempo, não se trata de uma reclamação, dura crítica ou denúncia inconformada aos botecos curitibanos, nada disso, só uma constatação do que anda cercando quem os frequenta e que poderia ser diferente, para agrado de seus tão fiéis clientes.

* O Chama o Garçom! parabeniza e agradece a toda a organização do Prêmio Boteco Bohemia 2009. À equipe Ambev e à Central Press, que tão bem desenvolveram todo o evento e promoveram a cultura dos bares – além da atenção que tiveram com toda a imprensa, incluindo os escritores desta coluna.

sábado, 19 de setembro de 2009

Boteco

Direto do Boteco Bohemia.

Se um dia, meu coração for consultado, ele dirá: estive no Boteco de 2009 e vi Monarco e Cia. entonando a canção de Paulinho.

Se por uns anos, cheguei atrasado e não vi seu Paulo, vi (será aprendiz?) o com certeza baluarte, estandarte, porta e mestre-sala, há uns meses cá mesmo em Curitiba. Hoje(agora) ver a Velha Guarda da águia, da azul e branca no palco e mostrando a mesma alegria do Seu Natal, é, pelo menos, saudade, vontade, amor - pelo Samba e pelo que a gente é. Se um dia.



Eu te quero
Nascer e Florescer



LFM

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A Cana é benta, mas nem tanto

Foto: RPC






A primeira impressão incomoda um pouco. A poluição visual chama atenção logo na entrada do bar e é causada pelo excesso de aparatos e penduricalhos nas paredes e balcões do Cana Benta. O propósito do estabelecimento é recriar o clima de armazém antigo, com garrafas, lamparinas, barris, salames entre outros, decorando o ambiente. A ideia, apesar de não ser inédita, é boa e funcionaria bem, não fosse o exagero.

Apesar disso, parece que, felizmente, a bagunça da decoração passou longe da cozinha. O cardápio é bastante característico de boteco. Pedidas tradicionalíssimas como a Carne de Onça e o Rollmops, são acompanhadas por outras mais exóticas, porém pertinentes, como a Rã frita e o Bolovo. Outra boa sacada do Cana Benta é a seção de sanduíches, todos eles com temática caseira, como pão com mortadela, pão com lingüiça blumenau, pão com ovo, e muitos outros.

Uma novidade no menu é a porção “Três Porquinhos”, concorrente do prêmio de melhor petisco “Boteco Bohemia”. O concurso conhecerá seu vencedor no sábado,19/09, na festa de encerramento do evento, e não seria surpresa se a escolhida fosse a porção de costelinha de porco à pururuca, servidas com limão, pimenta e cachaça do Cana Benta.

Na seção etílica, o bar também obtém sucesso. Segue à risca a cartilha dos botecos ao oferecer o elixir dos boêmios – a Cerveja Original. E não para por aí, além de outras marcas do líquido precioso, também compõem o leque de opções variados tipos de cachaça, como a de fabricação da casa, que leva seu nome, e a tradicional Germana.

O Cana Benta segue uma tendência de resgate dessa cultura antiga de boteco, o que é louvável. Ainda assim, para ser eficaz e se destacar dentre outras boas opções, é preciso um diferencial que fidelize o cliente. Alguns locais se notabilizam pelo atendimento, o que não é o forte do Cana Benta que não faz cerimônias para dispensar o cliente na hora que julga conveniente. Tal atitude é totalmente o oposto do atendimento atencioso, cerimonial e distinto, com o frequentador - um dos atributos mais característicos dos saudosos botecos.

É complexa a receita que cria um bar de sucesso e o Cana Benta é a prova de que nem apenas de decoração e cervejas bastam para balancear a equação.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Prêmios para uma porção de botecos


Boêmios e botequeiros de Curitiba, uni-vos! Teve início no último dia 25 o famoso festival Boteco Bohemia, promovido pela tradicional marca brasileira de cervejas. De um modo bem geral, a ideia do projeto é a de uma competição saudável entre 20 bares da cidade para eleger, principalmente, o melhor petisco e o melhor garçom da cercania.

Em 20 dias de disputa (que dura até 13/09), os estabelecimentos escolhidos irão oferecer a seus clientes um prato novo de seu cardápio, elaborado excepcionalmente para o concurso. É o caso do Siri na Toca da Mandioca do bar Baroneza. Numa mistura típica de boteco, o petisco junta bolinho de mandioca, carne de siri e pedaços de queijo coalho – notório candidato ao título (bem como o Baroneza, sério candidato a figurar nesta coluna nas próximas semanas).

Entre os outros dezenove bares estão casas já consagradas na cidade, como o Jacobina, o Cana Benta e o Bar do Edmundo – cada qual com seu petisco, como também ocorre com bares mais novos, que já começam a ganhar reconhecimento. E o melhor, em cada bar participante do concurso é possível deixar a sua nota referente ao prato, seu Garçom Nota 10, e outros quesitos como o melhor ritual de servir Bohemia e a avaliação do atendimento.

Avaliar, reconhecer e consagrar botecos é uma possibilidade de valor, que deve ser reconhecida no festival. Porém, não é aí que mora o principal mérito do Boteco Bohemia, mas, sim, em promover todos os estabelecimentos participantes e a tão querida – e por vezes injustiçada – cultura dos botecos. Ponto para a majestosa cerveja de Petrópolis,

E, para combinar com o todo este cenário, ninguém melhor que a majestade do samba. Representada por sua Velha Guarda, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela vem a Curitiba para a Festa de Saideira, de premiação do festival, marcada para o dia 19 de setembro. O estandarte dos imortais Seu Natal, Paulo e Claudionor é a atração principal do dia, que também conta com a banda Bangalafumenga, e os DJs Fausto e Patife.

Para dar uma olhada em todos os bares participantes e saber mais sobre o festival, acesse www.botecobohemia.com.br/curitiba, e faça sua programação de petiscos a serem experimentados. Tudo isso, é claro, pelo bem e pela continuidade desta cultura.