Comentários, opiniões, crônicas e pitacos sobre bares, botecos e tudo mais que os cerca. Informações diversas atualizadas constantemente e toda sexta-feira o perfil do estabelecimento da rodada, não deixe de conferir!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

É bar ou restaurante? O Zapata é os dois!



Uma das coisas mais difíceis nesta dura empreitada em escrever sobre bares e botecos é definir e encaixar os estabelecimentos nessa categoria. Como é possível definir um bar? No que já foi possível aprender, percebe-se que não há regra fechada, por exemplo “quais bebidas devem ter”, "quais petiscos/comidas”, “que pessoas frequentam” . Nada disso. Dá para dizer que o clima faz o boteco. É algo muito mais sensitivo que determinado.

Por exemplo, um lugar pode servir chope, carne de onça e só ter jogador de sinuca que às vezes a gente entra e não se sente num ambiente amistoso, alegre e de bons momentos – como um bom bar deve ser. Ao mesmo tempo, um lugar sem nenhuma dessas opções pode, logo que visto da rua mesmo, despertar uma vontade de passar o final da tarde depois do trabalho, antes (ou durante) a aula que nem precisa de explicação, de chope ou carne de onça – de qualquer jeito, sabemos que estes itens ajudam a um ambiente já botequístico a se afirmar ainda mais.

Tudo isso, apenas para explicar o estabelecimento de hoje. O Zapata Mexican Bar por vezes é bar, por vezes restaurante (apesar do nome). É claro que os pratos lá não são encontrados facilmente em qualquer outro que cabe na categoria. Talvez seja um bar “moderninho”. Mas tudo depende da intenção.

Ir no Zapata com os amigos, no final da tarde, ficar em uma de suas mesinhas ao ar livre e pedir uma cerveja – na maioria dos casos a Heineken é a melhor opção, assim como o chope da marca – dá uma sensação inconfundível de bar. Mesmo não tendo aquela simplicidade de boteco: é tudo muito bem produzido, decorado tematicamente com motivos do México e do líder revolucionário que dá nome ao estabelecimento.

Os nachos, que mesmo “mexicanos” já aparecem em vários bares, ganham algumas opções no Zapata. O destaque vai para os Concorrientes, variedade que conta com tortillas de milho, chili, queijo derretido, guacamole, salsa mexicana e sour cream. Mesmo com toda “elaboração”, como é fácil de dividir com quem estiver perto e casa muito bem com uma cerveja, cabe na descrição de bar com maestria.

Só que mais à noite, quando a vontade é jantar, mesas com casais estão por todo o lugar. Os pratos pedidos são mais refinados e a cerveja ou o chope não andam por tantas bandejas. Ainda sim, são boas as opções para matar a fome ou a sede, como acontece com a boa marguerita do, agora, sim, restaurante.

De qualquer forma, seja para bar, seja para restaurante, o Zapata é uma boa pedida. Não à toa, quase todos os dias o bar (ou restaurante, como preferir) está bem cheio. Nos sábados, então, desde o começo da tarde até o começo da madrugada as mesas estão todas completas. O sucesso é tanto que um segundo estabelecimento foi inaugurado há poucos meses, com proposta idêntica.

Serviço:
O Zapata original fica na rua José Sabóia Cortes,383, ao lado do Bosque do Papa. Funciona de segunda a sábado das 11h às 2h e aos domingos das 11h30 à meia-noite. Já o novo é na Silva Jardim, 3959, seu horário de funcionamento é das 11h30 às 2h30 diariamente.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Nas alturas

A rede de bares Menina dos Olhos é uma das maiores, senão a maior da cidade. Seu complexo abrange além do bar original - homônimo à rede – o Menina Zen, o Menina dos Olhos Alto da XV, o Menina da Colina e uma filial recentemente aberta em Londrina. Como cada um possui suas peculiaridades, seria injusto tratar de todos na mesma coluna, portanto, damos o pontapé inicial com o Menina da Colina e seu belíssimo visual.

Localizado no São Lourenço – um dos bairros mais altos de Curitiba – o bar possui esse nome em referência literal à superfície na qual está postado – uma colina. A privilegiada posição geográfica tornou-se aliada dos proprietários, que instalaram um deck externo que oferece uma visão ampla e bela da cidade. Se beber uma cerveja gelada já é bom, apreciando o pôr-do-sol em um cenário onde os prédios parecem tão distantes é, decerto, uma das sensações mais agradáveis em termos de experiências boêmias. O paradoxo estabelecido entre os jardins verdes e floridos do local, com os prédios lá no horizonte é incrivelmente tranquilizante, quase bucólico.

Em termos de estrutura, as qualidades não param na colina. A casa de madeira que abriga a parte interna do bar foi tombada como patrimônio histórico em 1953, e seu pé-direito elevado proporciona um ambiente confortável. A casa abriga, além das mesas, um espaço para música ao vivo, que é um fator complementar quase essencial para a constituição do clima leve e tranqüilo do Menina da Colina.

A ala gastronômica também não fica para trás. Com variadas opções de porções e pratos, damos destaque ao tradicional bolinho de mandioca com carne seca - que lá chama Bolinho Nordestino- à porção de pasteizinhos com diversos sabores e ao Xixocoalho, que são pequenos espetinhos de carne, cebola, pimentão, tomate e queijo coalho no palito.

As cervejas seguem o padrão dos estabelecimentos que vendem apenas os rótulos da FEMSA. Kaiser Gold, Heineken, Sol, Bavária Premium e Xingu. Todas bacanas, mas falta a Original, que dispensa comentários.

O Menina da Colina certamente está entre os bares mais agradáveis de Curitiba para um bate-papo. Em dias de sol então, é pedida certa. Vale a pena subir o morro para olhar de cima, e à distância, todo o stress do dia-a-dia.

O bar fica na Rua Nilo Peçanha, 3625 e abre todos os dias. O telefone para contato é o 3352-0092.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Tambaquis e namorados: Bar Baroneza



Luz baixa, ótimos petiscos e uma arquitetura que chama atenção (até para quem não entende nada disso) são os principais itens que diferenciam o recente Bar e Choperia Baroneza dos demais bares. Como prometido há poucas semanas, hoje é dele que o Chama Garçom! dedica suas breves linhas.

Para perceber o que está escrito acima, basta entrar no bar. Mesmo ganhando destaque pela localização, cercado praticamente apenas por residências, de fora ele não chama tanta atenção quanto poderia. Com a porta aberta, tudo muda, porém. A intenção dos donos era recriar o ambiente de antigas estações ferroviárias. Na decoração acertaram em cheio, usando muita madeira e dedicando um longo balcão de madeira em “L” ao bar. Quase em sua curva, uma grade dá ares de bilheteria ao caixa do bar.

Se numa estação de verdade, porém, as despedidas são comuns, no Baroneza os encontros de pares, sem pressa nem tristeza, chamam a atenção. Com as três características que iniciam o texto, não poderia ser diferente, fazendo com que ele se encaixe perfeitamente na categoria “para ir a dois” de qualquer revista de bares e restaurantes. Um dos pontos que mais contribui a isso é o seu “segundo andar” - na realidade, praticamente um mezzanino, estreito, porém bastante aconchegante.

Mas não só de amor vive um casal, e por isso, vamos aos petiscos. Quanto visitar o Baroneza, você verá: a comida é excelente e por vezes muito diferente do que se está acostumados a pedir nos bares. Para ter uma ideia, se bolinho de aipim já é bom e carne de siri, e queijo coalho não ficam para trás, imagina os três juntos. Pois esse é o Siri na Toca da Mandioca, já apresentado pela coluna há poucas semanas. Impressionantemente, os três juntos formam um dos melhores petiscos da cidade. Tão bom quanto é a Costelinha de Tambaqui – que vem empanada e com molho de ostra, num quê de “popular brasileiro refinado”.

As duas sugestões ganham a mesa e alimentam bem, ainda mais acompanhadas de uma Bohemia, sempre gelada, ou de uma das cachaças que a casa dispõe, entre algumas boas opções. Caipirinhas diversas, com misturas criativas e drinques que vão no mesmo caminho fecham o bom cardápio da casa.

O Baroneza funciona de segunda a sábado, das 11h à 1h e não abre domingo. O bar fica na Rua Conselheiro Carrão, 279, no Juvevê.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Eu caio de Bossa

A bossa nova, o samba, a brasilidade são temas recorrentes quando falamos do objeto dessa coluna, os bares. O Bossa Nova Bar é mais um deles. Se o início desse texto pode dar a ideia de que falamos de um bar comum, como vários outros, que se desfaça aqui essa impressão, pois o estabelecimento em questão é bastante peculiar quanto à sua utilização – ora bar, ora casa noturna.

O projeto inicial, como pode ser percebido através do site oficial do estabelecimento (http://www.bossanovabar.com.br/), começou em 2008 com um propósito de servir como um bar aberto de quarta a sábado, com o diferencial da música ao vivo diariamente. As fotos do site mostram mesas de madeira espalhadas por todo o recinto, mas se perguntar à boa parte dos frequentadores do local se já viram tais mesas por lá, a maioria dirá que não.

Isso porque o sucesso do bar foi tão grande que acabou tomando conotação de casa noturna. Quem passa na estreita rua em frente ao Bossa Nova após as 22 horas se depara com um enorme fluxo de carros e pessoas. Por vezes, a fila demora até 2 horas. Mas a espera é compensadora.

Recheado de influências cariocas, o piso da entrada do bar já é uma réplica do calçadão de Copacabana. Os quadros todos remetem ao Rio de Janeiro e seus artistas, inclusive Roberto Menescal, ícone da Bossa Nova que presenteou o estabelecimento com um violão autografado. Já o espaço Maracanã faz uma homenagem aos quatro maiores clubes cariocas e conta com uma mesa de sinuca posta sobre um piso de grama sintética.

As decorações e ambientes seriam material para muitas colunas, portanto, vamos à cozinha, pois o espaço é pouco. Tipicamente brasileiras, as porções são boas e bem servidas, mas assim como a cerveja – sempre bem gelada – acompanham os altos preços da maioria dos bares da cidade. Há de se fazer um comentário neste ponto. Quando citamos preços altos é apenas uma referência ao futuro cliente e não uma reprimenda ao bar, já que, como citado anteriormente, motivos não faltam para a visita ao Bossa Nova.

A música é um desses motivos. Sempre ao vivo, com apenas alguns intervalos, intercalam-se bandas de renome no cenário curitibano. Sossega Malandro, Samba de Saia, Homem Canibal, Naína, Zazueira, entre outros, são os porta-vozes da boemia carioca em solo paranaense.

A casa abre às 19 horas, de quarta a sábado, e deste horário até as 22(h) é possível sentar para bater papo, comer uma porção degustando uma Original bem gelada. Depois disso entram em cena o samba, as pessoas e a noite segue embalada madrugada adentro.

O Bossa Nova Bar fica na Rua Senador Xavier da Silva, 210, e o telefone para contato é o 3077-1812.