Uma das coisas mais difíceis nesta dura empreitada em escrever sobre bares e botecos é definir e encaixar os estabelecimentos nessa categoria. Como é possível definir um bar? No que já foi possível aprender, percebe-se que não há regra fechada, por exemplo “quais bebidas devem ter”, "quais petiscos/comidas”, “que pessoas frequentam” . Nada disso. Dá para dizer que o clima faz o boteco. É algo muito mais sensitivo que determinado.
Por exemplo, um lugar pode servir chope, carne de onça e só ter jogador de sinuca que às vezes a gente entra e não se sente num ambiente amistoso, alegre e de bons momentos – como um bom bar deve ser. Ao mesmo tempo, um lugar sem nenhuma dessas opções pode, logo que visto da rua mesmo, despertar uma vontade de passar o final da tarde depois do trabalho, antes (ou durante) a aula que nem precisa de explicação, de chope ou carne de onça – de qualquer jeito, sabemos que estes itens ajudam a um ambiente já botequístico a se afirmar ainda mais.
Tudo isso, apenas para explicar o estabelecimento de hoje. O Zapata Mexican Bar por vezes é bar, por vezes restaurante (apesar do nome). É claro que os pratos lá não são encontrados facilmente em qualquer outro que cabe na categoria. Talvez seja um bar “moderninho”. Mas tudo depende da intenção.
Ir no Zapata com os amigos, no final da tarde, ficar em uma de suas mesinhas ao ar livre e pedir uma cerveja – na maioria dos casos a Heineken é a melhor opção, assim como o chope da marca – dá uma sensação inconfundível de bar. Mesmo não tendo aquela simplicidade de boteco: é tudo muito bem produzido, decorado tematicamente com motivos do México e do líder revolucionário que dá nome ao estabelecimento.
Os nachos, que mesmo “mexicanos” já aparecem em vários bares, ganham algumas opções no Zapata. O destaque vai para os Concorrientes, variedade que conta com tortillas de milho, chili, queijo derretido, guacamole, salsa mexicana e sour cream. Mesmo com toda “elaboração”, como é fácil de dividir com quem estiver perto e casa muito bem com uma cerveja, cabe na descrição de bar com maestria.
Só que mais à noite, quando a vontade é jantar, mesas com casais estão por todo o lugar. Os pratos pedidos são mais refinados e a cerveja ou o chope não andam por tantas bandejas. Ainda sim, são boas as opções para matar a fome ou a sede, como acontece com a boa marguerita do, agora, sim, restaurante.
De qualquer forma, seja para bar, seja para restaurante, o Zapata é uma boa pedida. Não à toa, quase todos os dias o bar (ou restaurante, como preferir) está bem cheio. Nos sábados, então, desde o começo da tarde até o começo da madrugada as mesas estão todas completas. O sucesso é tanto que um segundo estabelecimento foi inaugurado há poucos meses, com proposta idêntica.
Serviço:
O Zapata original fica na rua José Sabóia Cortes,383, ao lado do Bosque do Papa. Funciona de segunda a sábado das 11h às 2h e aos domingos das 11h30 à meia-noite. Já o novo é na Silva Jardim, 3959, seu horário de funcionamento é das 11h30 às 2h30 diariamente.