Como todo bar que pretende cativar os boêmios, cerveja gelada é norma da casa, nesse quesito o tempo não trouxe prejuízos ao local. As porções são bem servidas e atendem bem ao gosto da distinta classe dos freqüentadores de boteco. Ainda sobre as porções, pedi uma de bolinho de macaxeira com carne de sol e uma de pasteizinhos de queijo, a primeira veio com 19 unidades, a segunda com 21. Tudo bem, contribuiu para a alternatividade do local, boteco bom não é certinho mesmo.
O bom de frequentar lugares como o Pasquale é sentir-se mais integrado à cultura curitibana, prova disso é que o bar foi escolhido por Dante Mendonça para ser o palco do lançamento de seu novo livro, “Curitiba - Melhores defeitos e piores qualidades”. Estão lá presentes vários componentes do folclore curitibano, como os senhores jogando xadrez e dominó e as senhoras alimentando os pombos. Eventos clássicos e lamentavelmente cada vez mais nostálgicos, talvez por termos trocado os parques pelos shoppings, ou por estarem rareando realmente.
Um fator alarmante: talvez pelo inesperado número de pessoas presentes no dia do lançamento do livro, faltou cerveja Original ainda cedo da tarde. Logo a Original, elo de ligação entre as gerações boêmias e especialmente em um sábado, quando a cervejinha é acompanhante obrigatória da feijoada. Infração gravíssima.
Sobre a feijoada: Completa, servida em um extenso Buffet é do tipo “tudo separado”, e com o preço justo se comparado à qualidade. Vale a pena apreciar em um sábado ensolarado, tendo a tranqüilidade do parque para desfrutar após o almoço. De quebra, a partir das 13 horas uma banda de chorinho faz o fundo musical com muita competência, contribuindo diretamente para a atmosfera agradável do local.
Impossível deixar de criticar a demora dos garçons para atender e trazer os pedidos. Apesar de bastante simpáticos, a diminuição da clientela parece ter acostumado mal os funcionários do bar. E esperar para pagar a conta é o tipo de coisa que irrita gregos, troianos, boêmios, conservadores, lernistas e requianistas.
Falando em Lerner, é dele uma das frases que melhor define o que representa o Pasquale na cultura curitibana: “O Pasquale é a nossa praia. Referência de gerações. Não imagino Curitiba sem o Passeio, nosso primeiro Parque, nem o Passeio sem o Pasquale, nosso anfitrião de sempre...”
O Restaurante do Passeio, ou Bar do Pasquale atende de Terça a Domingo, das 11 às 19 horas. O endereço é Rua Luiz Leão, sem número no Centro. Para reservas o telefone é o 3322-7067.
Pow, MASSA o blog, o texto e afins! Parabéns ticones, tô acompanhando :D
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