Não existiria mês mais propício que o de Junho para a coluna dedicar-se ao bar Quermesse. Em meio à temporada de festas juninas, o bar inaugurado a apenas três meses dá mostras de que poderá suprir aquela sensação de “quero mais” que as festividades desse mês costumam deixar ao longo do ano. Inspirado nas homônimas quermesses – festas tradicionais do interior – o bar inova ao montar seu arraial na cidade grande.
O local é amplamente decorado. Desde objetos elementares como bandeirinhas, chapéus de palha, garrafas e louças, até originalidades que de imediato chamam a atenção, como as placas indicadoras dos doces, do quentão e do caixa (que lá é bilheteria). Igualmente original e interessante é o local para fotos que fica logo na entrada do bar. Um quadro grande, de uma família caipira com um vão no local das cabeças, permite ao frequentador a possibilidade de registrar seu momento como um tradicional interiorano.
A simplicidade vai além da decoração. A vela que acompanha a mesa dos casais vem colocada no topo de uma garrafa já vazia de vinho, situação que remete à ideia de reaproveitar o que for possível – costume peculiar ao interiorano no imaginário popular. Outros fatores que realçam a simpática atmosfera do local são os guardanapos que acompanham as refeições: coloridos, tais como os de festas infantis e a música ao vivo – composta por apenas um cantor e violeiro que faz da MPB, o som ambiente.
E já que chegamos às refeições, essas são um dos pontos altos do bar, iniciando pelo cardápio. O cliente escolhe seu prato em folhas impressas e anexadas a encartes de discos de compositores nacionais, como Vinícius de Moraes e Tom Jobim. Quanto às opções, são obviamente brasilidades. É possível comer o tradicional “bife sujo” em variadas combinações, além de porções como o frango à passarinho e bolinho de carne seca. Mas o que chama a atenção realmente é o “cachorro quente de quermesse”. Em pão francês ou baguete, a receita referência das festas juninas é um tiro certeiro da casa. No Quermesse é possível comer o tradicional sanduíche com vinas, molho de tomate e vinagrete o ano todo.
Se montar um bar nesses moldes originais traz uma impressão de coragem, essa passa ser uma certeza depois de observadas algumas atitudes dos proprietários. O bar não exige a cobrança dos 10%, mas deixa uma caixa próxima a bilheteria para que o cliente, se achar justo, dar sua contribuição. Também é opcional o pagamento do couvert artístico e, não obstante, no cardápio consta o telefone do Procon para eventuais reclamações. Outro destaque é o mural de recados, que não parece sofrer nenhum tipo de censura da casa. Atitudes simples e corajosas que sem dúvidas conquistam o cliente – que se sente valorizado.
O resumo endereçado a um dos discos de Vinícius de Moraes, que compõe o cardápio do local, chega a suscitar dúvidas se não teria escrito por encomenda para o bar. “Numa receita bem brasileira, temperada pelo contraste, Vinícius mesclou casa-grande e senzala...”.
O bar Quermesse fica na Rua Carlos Pioli, 1513 e atende de segunda a sexta das 11e30 às 14 horas. Nos sábado abre para o almoço do meio dia às 16, e a noite das 18 até as 23 horas. O telefone é o 3026-6676.
O local é amplamente decorado. Desde objetos elementares como bandeirinhas, chapéus de palha, garrafas e louças, até originalidades que de imediato chamam a atenção, como as placas indicadoras dos doces, do quentão e do caixa (que lá é bilheteria). Igualmente original e interessante é o local para fotos que fica logo na entrada do bar. Um quadro grande, de uma família caipira com um vão no local das cabeças, permite ao frequentador a possibilidade de registrar seu momento como um tradicional interiorano.
A simplicidade vai além da decoração. A vela que acompanha a mesa dos casais vem colocada no topo de uma garrafa já vazia de vinho, situação que remete à ideia de reaproveitar o que for possível – costume peculiar ao interiorano no imaginário popular. Outros fatores que realçam a simpática atmosfera do local são os guardanapos que acompanham as refeições: coloridos, tais como os de festas infantis e a música ao vivo – composta por apenas um cantor e violeiro que faz da MPB, o som ambiente.
E já que chegamos às refeições, essas são um dos pontos altos do bar, iniciando pelo cardápio. O cliente escolhe seu prato em folhas impressas e anexadas a encartes de discos de compositores nacionais, como Vinícius de Moraes e Tom Jobim. Quanto às opções, são obviamente brasilidades. É possível comer o tradicional “bife sujo” em variadas combinações, além de porções como o frango à passarinho e bolinho de carne seca. Mas o que chama a atenção realmente é o “cachorro quente de quermesse”. Em pão francês ou baguete, a receita referência das festas juninas é um tiro certeiro da casa. No Quermesse é possível comer o tradicional sanduíche com vinas, molho de tomate e vinagrete o ano todo.
Se montar um bar nesses moldes originais traz uma impressão de coragem, essa passa ser uma certeza depois de observadas algumas atitudes dos proprietários. O bar não exige a cobrança dos 10%, mas deixa uma caixa próxima a bilheteria para que o cliente, se achar justo, dar sua contribuição. Também é opcional o pagamento do couvert artístico e, não obstante, no cardápio consta o telefone do Procon para eventuais reclamações. Outro destaque é o mural de recados, que não parece sofrer nenhum tipo de censura da casa. Atitudes simples e corajosas que sem dúvidas conquistam o cliente – que se sente valorizado.
O resumo endereçado a um dos discos de Vinícius de Moraes, que compõe o cardápio do local, chega a suscitar dúvidas se não teria escrito por encomenda para o bar. “Numa receita bem brasileira, temperada pelo contraste, Vinícius mesclou casa-grande e senzala...”.
O bar Quermesse fica na Rua Carlos Pioli, 1513 e atende de segunda a sexta das 11e30 às 14 horas. Nos sábado abre para o almoço do meio dia às 16, e a noite das 18 até as 23 horas. O telefone é o 3026-6676.
Estacionamento ruim, comida cara, se não fazer reserva antes nem adianta chegar lá que não tem mesa livre.
ResponderExcluiramei lá!
ResponderExcluircheio de promoções e o atendimento é mto bom.
Comida cara e pesada... além do mais, pagam 700 reais pros garçons... fala sério, com os preços que cobram lá, daria pra pagar o dobro disso... esse salário que pagam não compra nem o celular de um dos filhos do dono.
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